Outubro Rosa: nunca foi tão importante falar sobre o câncer de mama - Poupafarma

Outubro Rosa: nunca foi tão importante falar sobre o câncer de mama

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Outubro Rosa: nunca foi tão importante falar sobre o câncer de mama

A primeira vez que outubro foi um mês de conscientização sobre o câncer de mama foi há 35 anos, em 1986, nos Estados Unidos. Cinco anos depois, em 1991, a fita rosa passou a ser o símbolo de uma campanha global. Do Cristo Redentor à Torre Eiffel, todos os cartões postais já se iluminaram com a cor que representa a campanha. No entanto, mesmo com toda essa história e visibilidade, a celebração do Outubro Rosa em 2021 se faz ainda mais necessária.

Efeito Pandemia

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o número de mamografias realizadas por mulheres brasileiras no SUS entre 50 e 69 anos caiu 42% em 2020, quando comparado ao ano anterior. A principal razão foi a pandemia da Covid-19. Por isso, a campanha deste ano tem ainda mais importância para que essas e outras milhões de brasileiras se previnam contra essa doença que é a primeira causa de morte por câncer em mulheres no país. Neste ano, já foram quase 70 mil casos, sendo justamente na faixa etária em que o total de mamografias mais caiu, por esta razão que os cuidados precisam ser redobrados.

A importância da conscientização e do autoconhecimento

A maior parte dos casos de câncer de mama concentram-se em mulheres a partir dos 40 anos, e uma das formas mais efetivas de cura é o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o câncer de mama for identificado, maiores são as chances de cura. Por muito tempo, o autoexame mensal foi recomendado como o método mais simples para encontrar os primeiros sinais do que pode ser o desenvolvimento da doença. Porém, é importante frisar que este método não substitui a mamografia. O Instituto Nacional do Câncer e a Sociedade Brasileira de Mastologia já não recomenda esta técnica como a principal porque um nódulo palpável apresenta um tamanho maior do que um centímetro. Desta forma, é importante que toda mulher conheça o seu corpo, sempre se observe no espelho e fique atenta a possíveis lesões e alterações nas mamas. Alguns dos sinais são nódulos ou caroços que quase sempre não causam dor, alteração no formato ou posição do mamilo; vermelhidão, retração ou aparência de casca de laranja na pele do seio, secreção de líquido pelo mamilo e nódulos ou caroços nas axilas e/ou pescoço.

Mamografia todo ano

Fazer mamografia todo ano é uma daquelas atividades que precisam estar na lista de todas as mulheres, especialmente aquelas que passaram dos 40 anos. Ela é a forma mais eficaz para rastrear a doença e tem participação decisiva para que 95% dos casos diagnosticados na fase inicial sejam curados. Para quem já possui histórico da doença na família, a realização periódica da mamografia deve se iniciar dez anos antes. Muitas vezes, um nódulo pode demorar até uma década para atingir um centímetro, mas ele pode dobrar o seu tamanho a cada ano. Então, a regularidade do exame é fundamental para o bem-estar e a saúde da mulher. Atualmente, o Brasil oferece amparo para mulheres entre 50 a 69 anos realizarem a mamografia gratuitamente na rede pública de saúde (SUS). A lei (11.664/2008) que entrou em vigor em 2009, também determina o exame gratuito a partir dos 40 anos.

Estilo de vida que protege a todas (e todos)

Além da mamografia, toda mulher também precisa se cuidar com uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas regulares. Apesar das causas não serem todas respondidas pela ciência, há fatores de riscos bem conhecidos, sendo o principal deles o genético. Pesquisas mostram que a proximidade de casos na família merece atenção especial porque tendem a aumentar as chances de desenvolvimento da doença. Outro fator é o estilo de vida. Excesso de peso e sedentarismo não só podem agravar uma tendência ao câncer de mama, como também para o desenvolvimento de outras doenças perigosas. Inclusive para os homens que também podem ter câncer de mama. A diferença é que por terem glândulas mamárias menores e menos hormônio feminino, o diagnóstico de câncer de mama para o sexo masculino é raro.