Doação de órgãos: saiba como e a importância de ser um doador - Poupafarma

Doação de órgãos: saiba como e a importância de ser um doador

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Doação de órgãos: saiba como e a importância de ser um doador

Imagine que com apenas um gesto você seria capaz de salvar até dez vidas. Bem, é exatamente o que acontece quando você escolhe ser doador de órgãos. Porém, ainda que 7 em cada 10 brasileiros aceitem fazer a doação, muitas vezes realizar as tão aguardadas cirurgias de transplantes, esbarra na vontade das famílias. Por isso, campanhas como o Setembro Verde e o Dia Nacional da Doação de Órgãos (27 de setembro) foram criadas, para conscientizar a população sobre o tema. 

Por que é tão importante?

De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos existem mais de 45 mil pessoas na fila para o transplante. Pessoas que podem retomar suas rotinas ou melhorar muito a qualidade de vida delas com a chegada de um fígado, um rim, uma córnea e outros órgãos vitais. É um gesto simples capaz de promover benefícios gigantescos para outras famílias. Além disso, por conta da pandemia, as doações diminuíram muito e isso dificulta a recuperação dos pacientes na fila de espera por um transplante. Sem falar das crianças e adolescentes menores de 18 anos que também aguardam e são as únicas prioridades na fila para o transplante. 

Como ser doador?

A maneira mais eficaz para doar seus órgãos é conversar sobre o assunto com a família. A pesquisa Doação de Órgãos, encomendada pelo Ibrafig (Instituto Brasileiro do Fígado), constatou que sete em cada dez brasileiros gostariam de fazer parte da lista de doação. No entanto, estima-se que 40% das famílias ainda rejeitam a ideia quando questionadas na hora de realizar a cirurgia para doação. Por isso, é fundamental que o tema ganhe espaço nas escolas, nas empresas e nas mesas de jantar. Deixe claro para os seus amigos e familiares o desejo de ser doador e explique que é uma atitude nobre, capaz de salvar outras vidas. Como a grande maioria das doações acontecem com pessoas que sofreram morte cerebral, a decisão final fica a cargo dos parentes mais próximos. Vale também ressaltar que a cirurgia não causa qualquer deformação no corpo do doador, e não há custos ou recompensas para os familiares.

Outras formas de doar vida

Outra maneira de salvar vidas é realizar periodicamente a doação de sangue. Também por conta da pandemia, o volume de sangue coletado nos hemocentros caiu 10%, segundo dados do Ministério da Saúde. Para ser doador de sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e apresentar um documento com foto. Menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis e os homens podem doar várias vezes no ano, desde que com um intervalo de dois meses entre cada doação.

Além do sangue, a doação de medula é outra forma de salvar a vida dos pacientes que sofrem de leucemia, um tipo de câncer que afeta a formação das células sanguíneas. No caso da medula óssea, uma das principais condições para ser doador é a compatibilidade genética com quem necessita do transplante. Por isso, a maneira mais eficiente de ajudar os pacientes diagnosticados com leucemia é fazer o cadastro no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Inclusive, um aplicativo do REDOME foi lançado para facilitar o pré-cadastro e a atualização de dados dos doadores. O procedimento para retirada da medula óssea dura uma hora e meia e para quem doa, ela se recompõe totalmente em apenas 15 dias. Para quem recebe, ela pode significar um bem inestimável: a continuidade da vida.